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Eu não gosto de desafios.

É uma coisa básica que você precisa saber pra conviver comigo: Se é opcional e me oferece alguma dificuldade, eu vou optar por não fazer. Simples assim. Já me bastam as dificuldades que me foram impostas e eu não consigo evitar, então olha bem pra minha cara e veja se eu vou dificultar qualquer coisa pra mim.

É uma boa política de vida, se querem saber.

Eu adoro desistir de coisa complicada, me dá até certo prazer — e isso vem desde sempre, são incontáveis os jogos de videogame que eu deixei inacabados na infância porque não tinha (força de) vontade suficiente pra passar horas tentando fechar o jogo (aqui vale um parêntese pra dizer que não tinha save no meu megadrive, então ainda corria o risco de gastar todas as minhas vidas e ter que começar de novo) — olhar pra uma situação e dizer “Nah, não preciso disso, tá dando muito trampo, ‘bora fazer outra coisa”. Se eu analisar direitinho, consigo até linkar isso ao meu desapego por gente (mas se eu quisesse analisar alguma coisa faria terapia, então deixa pra lá) como um todo. …


Eu sempre reclamei meio em tom de brincadeira (mas com um total fundo de verdade) que nunca fui musa de ninguém. Botando no papel aqui, todos os meus relacionamentos mais sérios (os importantes mesmo, os que deixam marca) foram com pessoas que, ao contrário de mim, não gostavam de escrever. E isso pra mim sempre foi terrível, porque eu sempre escrevi pras pessoas de quem gostei. SEMPRE. Aí, conversando dia desses com Thiago, ele comentou que pra ele eu nunca escrevi. Nunquinha. E eu tinha certeza que sim, mas não consegui cravar. Ops.

Comecei a pensar aqui que talvez seja porque, assim como em vários aspectos, meus relacionamentos evoluíram a ponto de eu não precisar mais fazer textão escancarado dizendo pra todo mundo o quanto eu amo, o quanto nosso relacionamento é perfeito, o quanto eu adoro qualquer detalhe da pessoa, ou qualquer outra coisa que eu colocasse em textos/declarações. E pode ser isso, mas não foi por isso que eu não escrevi. …


Essa coisa de pensar é uma desgraça e tudo só piora quando você está em casa sem poder sair porque lá fora tem um vírus mortal circulando e quem poderia fazer alguma coisa pra minimizar os efeitos age como se nada estivesse acontecendo.

Pensar é uma desgraça porque, veja bem, você começa pensando (mais uma vez, com uma frequência assustadora) em como as pessoas que te governam são umas completas escrotas e, quando você vai ver, tá buscando na sua mente um cantinho de sanidade onde você guarda as pessoas que te fazem bem. …

About

Beatriz

No fundo eu sou otimista, mas eu sempre imagino o pior.

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